:: o oceano falou comigo e nunca mais fui o mesmo ::

Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de um surfista. Desde pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio.
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:: Sábado, Abril 03, 2004 ::

Tu deve ter lido no texto aí em baixo que fala-se num tal de G-Love. Bom, tu te lembra que ano passado eu falei no Jack Johnson antes mesmo do cara fazer sucesso por aqui. Talvez isso aconteça com G-Love. Não sei nada a respeito do cara ainda. Só conheço algumas músicas.

É esperar pra ver!!!

Ah, essa é a capa do novo Cd dele. E a música que tu tá ouvindo também é dele. E chama-se Ladies e Fellas.




:: 4:21 PM ::

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Na onda do som líquido



Você é do mar? Você é de Iemanjá? Você pegou onda? Já entrou no mar e ficou horas esperando aquela série perfeita? Já ficou dentro d'água pegando jacaré até as pontas dos dedos ficarem murchas? É capaz de dar um "mergulhinho" e acabar nadando até bem fora de arrebentação, só para ficar boiando, olhando a silhueta dos prédios em Ipanema e a Pedra do Arpoador?

Se disse sim a tudo isso, a trilha sonora do filme (de surfe, claro) "Thicker than water" (Brushfire/Universal) é para você mesmo. Pode mergulhar nela. Suas 14 músicas são um bálsamo, algo tão bom quanto furar uma onda segundos antes de ela quebrar, dando tempo de ver o tubinho se formando em cima da sua cabeça.

Dando nome aos bois (ou seriam jacarés?): a Brushfire Records e sua irmã, a Moonshine Conspiracy, são o resultado da ação de um grupo de diretores, músicos e surfistas (às vezes, os três reunidos numa mesma pessoa). Os caras pegam onda, filmam os caras pegando onda, e fazem músicas pensando nas imagens dos caras pegando onda. Chato, né?

"Thicker than water" é um dos filmes saídos dessa fábrica de calmos prazeres. Sua trilha sonora foi lançada no ano passado lá fora e chega agora ao nosso litoral. E chega sem trazer novidades. Nenhum timbre fantástico, nenhuma batida revolucionária, nenhum verso de abalar o mundo. Suas músicas são como as ondas: familiares, parecidas, mas nunca iguais. E como elas, são refrescantes. Encantadoras, até.

Afinal, o que dizer de uma letra como "Rainbow" ("Acordei hoje e um arco-íris alimentava o céu/Era Deus me dizendo que tudo vai ficar bem"), lindamente cantada por Jack Johnson e G. Love? É música de surfista, brou, música de paz, de boas ondas e vibrações, algo que Johnson (ex-surfista profissional e músico talentoso) faz muito bem, como já provara em seu disco solo "On & on".

Graças a Netuno, Johnson (produzido por Mário Caldato Jr.) diz presente na maioria das músicas de "Thicker than water". Ao seu lado, o maluquete Finley Quayle, emprestando sua singular voz à suave "Even after all"; o groove hipnótico de Anandji Kalyanji em "My guru" (produzida por Dan The Automator) e até um toque brasileiro, cortesia do grupo Smoke City, da vocalista Nina Miranda, que destoa um pouco com o trip hop "Underwater love". Fechando a tampa, a doçura de "Witchi tai to", da veterana surf band Harpers Bizarre.

Se quiser resumir tudo isso para um amigo, diga simplesmente que "Thicker than water" contém música líquida. Boa para ouvir descalço.

:: 4:08 PM ::

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:: Sexta-feira, Abril 02, 2004 ::

Brasil adotará nova política para controlar o câncer de mama



O Brasil irá adotar uma nova política para o controle do câncer de mama. As novas estratégias para detecção precoce e tratamento da doença seguirão as diretrizes de um documento chamado Consenso Brasileiro de Mama. O anúncio foi feito hoje, no Rio de Janeiro, pelo Ministério da Saúde (MS) e pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Uma das primeiras mudanças que deverá ocorrer é a priorização do exame clínico e da mamografia em relação ao auto-exame da mama. Apesar de muito recomendado até hoje, alguns estudos apontam que o método não é eficaz e desestimula o paciente a procurar o médico.

A recomendação do Consenso é que os exames clínicos e a mamografia comecem a ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos, se tornando obrigatório a partir dos 40 anos. Entre 50 e 69 anos, a mamografia deverá ser feita de dois em dois anos.

O câncer de mama é hoje a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. As estimativas do Inca indicam que no ano passado 9.335 mulheres morreram e 41.610 descobriram que estavam com a doença. De acordo com o Inca, mais de 60% dos tumores de mama poderiam ser prevenidos se fossem descobertos nos estágios iniciais.

:: 12:53 PM ::

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A seguir uma mulher narra o fato

Tudo bem. Queremos homens legais, sexys, tarados, bonitos, inteligentes e ricos... Muito fácil falar, pois quando aparece um assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa: "Oba, me dei bem." Ficamos com eles uma vez, duas. Começamos a pensar que esse é o cara que as nossas mães gostariam de ter como genros. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável. Ele vai te buscar na faculdade, vocês vão no cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana...

Tudo básico, até virar uma rotina sem graça... Você vai olhar as meninas lindas e maravilhosas indo pra noite arrasar e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de ouvir aquelas cantadas idiotas na noite, falta de dar umas olhadas para um gatinho, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista.

Você pensa: "Acho que não estou pronta pra isso!!!" Aí o bom menino se transforma num mala, e aos poucos vai surgindo um nojinho uma aversão. Quando tu vê o nome dele no celular, não dá vontade de atender.

Já era.

Daí aquela promessa de vida estável vai por água a baixo, se o cara não se dá conta, a gente começa a ser grossa, muito grossa. E o pobre menino pensa: "O que eu fiz??" Coitado, ele não fez nada, a culpa é nossa mesmo... Aí, agente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até duas semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite... Grande ilusão. Você chega em casa depois da balada, sozinha e fica tentando descobrir porque você não está satisfeita.

De repente foi porque o cara é da night, o lindo, gostoso, misterioso, ficou contigo, passou a mão, tentou algo mais, mas nem sequer pediu o número do teu telefone.

Frustração

Daí, por mais que você não queira, você pensa no menino bonzinho que você deixou pra trás ... Enquanto isso, o bom menino, chateado, lesado, custa a entender o que ele fez pra ter te afastado dele.... Daí essa dávida vira angústia, que vira raiva. Aí o cara manda tudo a puta que pariu ... Não quer mais saber de nada só de pegar muita mulher. Resolve não se envolver mais, pra não sair lesado, chutado ou chateado...

Muito bem, acabamos de criar um monstro, um cachorro... O tempo passa e a gente continua na mesma... Volta a reclamar da vida e dos homens. Só queremos coisas com homens cachorros, que não estão nem aí pra nós...

Eles são assim por culpa nossa. O nosso cachorro de hoje, era o bom menino de outra ontem, e assim sucessivamente...

Provavelmente, esse nosso ex-bom menino, deve estar enlouquecendo a cabeça de outra por aí...

"E agora? Qual é a solução???" O impressionante é que se você parar para pensar, você já criou um cachorro, e também já "catou" um que foi criado por outra...

As mulheres assumiram a culpa

Veríssimo


Sem comentários...

:: 12:16 PM ::

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:: Quinta-feira, Abril 01, 2004 ::

Caderno Boa Viagem, Jornal O Globo - 01/04/2004

Pura vida na Costa Rica



Tem hora que nada, nem todo o dinheiro do mundo, vale mais que um bom dia de surfe. Às vezes, luxo é ver o pôr-do-sol sentado na prancha, imerso num mar cristalino de águas tropicais, e ter a liberdade de poder viajar apenas com shorts, camisas de malha, chinelo, protetor solar e pranchas na bagagem. E o arrebatamento vem de uma realidade cheia de vida, com paisagens deslumbrantes e personagens ricos em boas histórias. Essa é a hora de conhecer a Costa Rica, no mundo dos surfistas. O astral costarriquenho é democrático. Tem a onda do profissional, mas não faltam opções para principiantes nas praias do Oceano Pacífico ou do Mar do Caribe. Mas se você não quiser subir numa prancha, há uma enorme variedade de opções turísticas, como vulcões, dezenas de parques nacionais - cerca de 30% da área do país são protegidos por leis ambientais - outros esportes de aventura e museus pré-colombianos na capital, San José. É só manter o espírito da "pura vida" - principal expressão de elogio do simpático povo local.

:: 8:08 PM ::

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"É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária."


Absurdo!!!

É preciso um estatuto pra que as pessoas sejam respeitadas...

:: 12:59 AM ::

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"Trepar" é um dos prazeres mais estimados entre as pessoas. "Trepa-se" à toa, nos amigos, nos inimigos, nos indiferentes, nos vivos e nos mortos, em tudo e em todos.

E, antes que alguém me acuse de pornografia, conforme o Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, publicado pela Editora Nova Fronteira, "trepação: substantivo feminino = o falar mal de alguém; maledicência; caçoada, motejo, pilhéria" e "trepar: verbo transitivo indireto = falar mal; difamar".

:: 12:56 AM ::

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Mantenha a distância

Quando gostamos de alguém ou alguma coisa, nossa tendência natural é a de nos aproximarmos cada vez mais desse objeto, certo? Sempre mais um pouquinho... mais um pouquinho... mais um pouquinho... Pois bem, esse movimento de aproximação é natural, espontâneo e esperado, mas, já prestou atenção ao que acontece enquanto nos aproximamos?

Faça a experiência aí: olhe para um objeto qualquer, uma caneta, por exemplo. Vá se aproximando dela. Vá trazendo cada vez para mais perto dos olhos... O que acontece? Você, no começo, você enxerga a caneta inteira e sempre um pouco melhor, mas, a partir de um determinado momento, começa a não enxergar mais o que estava em volta da caneta, só ela, depois nem a vê mais em seu todo, começa a enxergá-la em parte, e essa parte que você vê é cada vez menor, até que vira um borrão que você não compreende e, se continuar a aproximar, machuca a vista, podendo até cegar. Não é o que acontece?

Pois então, quando nos aproximamos de um objeto qualquer, a partir de determinado momento começamos a perder a visão do todo e, quando não há mais um distanciamento crítico, nem o reconhecemos mais.

Para enxergar corretamente um objeto, precisamos respeitar essa distância mínima necessária. Mesmo que o objeto seja a pessoa amada, um projeto, nosso trabalho, um amigo, a religião, uma decisão a ser tomada.

Por isso, como tendemos a nos aproximar de tudo o que nos diz respeito, temos de tomar cuidado para não exagerar, porque, do contrário, acabamos por perder o distanciamento crítico e começar a fazer bobagens, a imaginar que nos misturamos a esses objetos cujos limites não enxergamos mais, ao ponto de confundirmos nossa própria identidade com a identidade do objeto, complicando demais, criando problemas sob uma base irreal, inviabilizando a maior parte das soluções possíveis.

Quem está distante, normalmente, além de nos ver tropeçar em nossos objetos feito patetas, ainda é capaz de enxergar nosso ambiente e perceber o quanto nossa confusão o perturba, o quanto o transformamos num circo ou num hospício.

Tropeçamos no que nos interessa por horas, dias, meses a fio, a vida inteira e, quando vemos, somos enterrados com nossos problemas e complicações: apenas objetos dos quais nos aproximamos além do que deveríamos, com os quais nos misturamos indevidamente, ao ponto de perder a percepção dos limites que os separam de nossas individualidades.

Quando passamos do ponto, começamos a não mais analisar racionalmente a pessoa, o problema, o emprego, a coisa, mas a julgá-los como partes de nós mesmos, e esse hibridismo não corresponde à realidade, não faz sentido para quem está distante e vê o quanto enlouquecemos em nosso cotidiano. Normais e insanos, passamos a ser considerados estranhos e a perder a confiabilidade.

Portanto, a melhor coisa a fazer nessa vida é manter distância suficiente de todos os objetos de nosso interesse - os amigos, amores, projetos, e tais - para não haver essa falsa fusão, nem a contaminação, confusão entre nós e eles.

Como dizem os budistas: exercitar o desapego para conhecer a Verdade e a Felicidade; tomar distância do objeto amado para eliminar a Ilusão e o Sofrimento; trocar o desejo pela observação racional e inspirada.


Cláudio Rubio

:: 12:53 AM ::

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:: Quarta-feira, Março 31, 2004 ::

A Alma do Osso



O documentário revela a história de um brasileiro que mora nas cavernas há 41 anos

Em uma caverna encravada numa montanha de pedra vive Dominguinhos, 72 anos, 1,60 m de altura, 40 escassos kilos e piolho na barba.

"Durante três períodos de cinco dias, vivemos em uma barraca ao lado de sua gruta e passamos alguns dias convivendo com ele. Para o nosso pequeno fogão a gás, ele tinha um fogãozinho na pedra movido a graveto, lenha e fogo. Para os nossos cantis de água, recipientes de plástico, garrafas velhas de refrigerante cortadas ao meio e devidamente tampadas para proteger a água dos ratos e das baratas. Para as nossas modernas lanternas de luz alógena, a luz das estrelas, do fogo e a rápida dilatação das pupilas na escuridão. Para o nosso café coado, café com borra. Para a nossa ansiedade em satisfazer o estômago que entorpece o cérebro e o corpo, a alimentação pela palavra e a voracidade do pensamento de estômago vazio interrompido de quando em vez por mordidas em bananas ou o que estiver disponível. Para a nossa dificuldade em dobrar as pernas, sentar de cócoras, deitar no chão duro, agachar, levantar, dobrar, esticar o corpo, o ballet natural de um home-mola, homem-elástico, homem-osso-veia-carne na medida do necessário." conta Cao Guimarães

O filme começa com um longo silêncio que mostra este cotidiano do inusitado personagem. O silêncio só é rompido, aos 50 minutos de filme, com uma fala de Dominguinhos sobre os seus sonhos e os sonhos das outras pessoas. Mas foi difícil registrá-lo em silêncio, pois o eremita, sempre que tem gente por perto, fala muito. "Ao contrário do que esperávamos, ele só parava de falar para fazer café, dormir, tocar viola e exercer rituais bastante particulares que fomos identificando pouco a pouco. O silêncio para ele parece ser já o lugar comum, o estado normal em que o tempo passa. A fala é o estado de exceção." explica o diretor.

Ainda que vivendo no eremitério, Dominguinhos mantém laços com o restante do mundo. Ele tem uma aposentadoria do governo que é resgatada por um menino que o auxilia, todos os meses na cidade. Ainda que muito interessado em notícias do mundo, não fala de si, mas vive perguntando sobre Bush e Saddan, tocando violão para turístas que o visitam e querendo saber deles as novidades do mundo. ¿Esquiva-se de perguntas relacionadas à sua vida afetiva como das cobras. Ao contrário, adora uma investigação sobre laços de família e sobre o que está acontecendo no mundo. As notícias chegam até ele por alguns visitantes que às vezes passam por lá. Ele não precisa ir até elas - conta o cineasta.

O documentário funciona como um diálogo entre quem documenta e quem é documentado, com as inevitáveis projeções do cineasta sobre o personagem e a sempre inevitável recíproca. A fronteira entre quem olha e quem é visto nem sempre é tangível. "O documentário foi uma experiência conjunta entre a equipe de gravação e o personagem que servia de condutor para que se revele um personagem ainda mais intangível: o passar do tempo, sem dúvida o personagem central de A Alma do Osso." completa Cao Guimarães.

:: 7:54 PM ::

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Naquela noite, Maria Teresa escolheu um vestido azul-piscina e optou por prender os cabelos negros no alto da cabeça. Quando subiu ao pequeno palanque de 1,60 metro de altura postado na praça da República, em frente à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, fez-se silêncio entre os 100 mil presentes. Eram 19h44 de 13 de março de 1964.

Ela ainda não sabia, mas, aos 24 anos, a primeira-dama mais bonita que o país já teve participava do primeiro e último comício ao lado do marido, João Belchior Marques Goulart, 20 anos mais velho. Dezoito dias depois daquela noite, o presidente João Goulart, o Jango, seria apeado do poder por um golpe de generais que daria início à ditadura militar que vigeu até 1985.

Segundo alguns historiadores, o golpe viria de qualquer maneira, mas o que ficou conhecido como Comício da Central do Brasil o precipitou. Para outros, a concentração daquele dia serviu apenas para provocar os conspiradores e assim uni-los mais em torno do mesmo objetivo, derrubar Jango.

Em discurso de 65 minutos, João Goulart anunciou que havia assinado decreto que encampava todas as refinarias particulares de petróleo e outro que desapropriava e destinava à reforma agrária terras em torno de ferrovias e rodovias federais e pedia reforma urgente da Constituição, "acima da qual está o povo".

Na mesma noite, o então deputado federal e ex-governador gaúcho Leonel Brizola sugeriria como "única solução" pacífica o fechamento do Congresso e a formação de uma assembléia constituinte, formada por "camponeses, operários, muitos sargentos e oficiais nacionalistas".


soul_surfer também é cultura cumpádi!!!

:: 3:44 PM ::

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:: Segunda-feira, Março 29, 2004 ::

Vamos ao motel?



Imagine uma festa em que o cenário é um fetiche nacional: a suíte de luxo de um motel. E a lista de convidados, exclusivíssima, inclui o povo que dita o comportamento da noite no Rio: estilistas, modelos, promoters, DJs, designers e produtores de moda. É a resposta carioca para as festas private, a boa e velha festinha fechada. Mas não é nada disso que você está pensando, o quarto fica num motel, sim, mas a festa é festa mesmo.

Mandamentos

AMIGO de amigo só pode ir com aprovação prévia do grupo.

NÃO abuse do limite de concentração clubber. Assuntos rápidos e leves sempre.

NÃO reclame da festa.

NÃO durma na frente dos outros.

NÃO babe.

LEVE chicletes.

FALE mal de quem não está lá. A festa é privada justamente para isso.

SAIA de perto de quem estiver pagando mico. É preciso garantir o seu nome na lista da próxima festa.

NUNCA jamais, alugue o DJ.

E O MAIS importante de tudo: não siga nenhuma lista de mandamentos. Afinal de contas, você tem mais o que fazer.

Mas o que rola lá dentro, afinal? A bebida eleita é o espumante, bem gelado. A comida nem sempre existe e a turma, além de dançar, aproveita a infra-estrutura local: piscina, teto solar, globo de espelhos, pistinha de dança e até a sauna é usada.

:: 11:51 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
"essa é pros malucos que andam de havaiana
contra toda pessoa que abana
pra longe a cultura sul-americana
e são malvistos nos lugares que entram,
nos restaurantes que vão
quando barram a entrada social,
a solução é entrar pelo vão
aos que deixam de ir em festas
porque não tem uma calça limpa
no brechó e nenhum tênis calça o quanto mais cê garimpa
seu macacão cê mente que a nova moda é alça ímpar
no restaurante finge dieta e come salsa com azeite
pra não gastar dinheiro com ônibus anda de skate
seu sogro acha que cê é atleta
porque não sente frio e não toma leite
essa é dedicada a cada maluco que já foi confundido
com ladrão, e ficou preso na porta giratória de tão mal vestido
pra todos aqueles que só mudam de camisa
mas niguém percebe porque o pacote são de 3 iguais GG e lisa
praqueles que foram parados na porta das americanas
acusado de roubo de suco Del Valle só tendo no bolso um vale
pros que perderam emprego por causa da "aparência"
2 meses depois a empresa do cara que avaliou declara falência
porque cê foi contratado por outra agência
concorrente que deu preferência não à ropa,
mas à inteligência..."


:: 8:04 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________

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